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Composição do Empréstimo à Habitação

As prestações mensais a pagar ao banco, relativas a um empréstimo à habitação são compostas por duas partes: uma referente ao capital emprestado e a outra correspondente aos juros aplicados a esse mesmo capital.

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Empréstimo a 25 anos com Reembolso Padrão

Num empréstimo com reembolso padrão, em que o valor das prestações é constante, a percentagem do valor pago mensalmente referente à amortização vai aumentando com o decorrer do empréstimo.

Na formulação do crédito o proponente pode optar entre dois tipos de taxas de juro:

  • taxa fixa – o valor das prestações é sempre constante;
  • taxa variável – o valor a pagar mensalmente é variável e está dependente da taxa euribor, a qual pode ser reavaliada a cada 3, 6 ou 12 meses.

A utilização de uma taxa fixa tem a vantagem de se saber de antemão, e por um período alargado de tempo (não necessariamente durante todo o empréstimo, pode ser durante apenas alguns anos, segundo o estipulado no contrato), o valor exacto a pagar pela compra da casa. Nesta situação, se as taxas de juros aumentarem, o cliente vai poupar dinheiro, uma vez que a sua taxa não se vai alterar. Por outro lado, se as taxa de juros baixarem, o cliente vai perder dinheiro, pois também nesta situação a valor das prestações a pagar não se vai alterar. O aumento ou diminuição das taxa de juro é algo imprevisível e não se pode adivinhar, na altura de celebrar o contracto, qual será a sua evolução. É possível fazer algumas estimativas de como será a evolução destas taxas de juros, contudo, os bancos são sempre melhores a fazer estas estimativas, que os clientes e quando propõe valores para um reembolso com uma taxa fixa salvaguardam-se muito em relação a possíveis subidas das taxa de juro. Isto é, propõe taxas fixas elevadas, de forma a salvaguardarem-se de possíveis subidas.

A taxa variável tem o inconveniente de não se poder dizer com rigor quanto se vai estar a pagar pela prestação da casa ao fim de alguns meses. Estas oscilações podem ter impacto significativo no orçamente familiar e têm de ser considerada na hora de assinar o contracto. Por outro lado, a taxa variável tem a vantagem de, de um modo geral sair mais barata ao cliente. E este é o principal motivo pelo qual é a opção mais comum nos empréstimos à habitação.

O crédito à Habitação pode ainda ser do tipo convencional, com período de carência ou com valor remanescente:

  • Crédito Convencional – cada prestação paga pelo cliente ao banco subdivide-se em amortização do empréstimo e juros. Este procedimento é o mesmo ao longo de toda o período de vida do empréstimo;
  • Período de Carência – quando subscrito um crédito com período de carência, o cliente, no início do empréstimo (1 – 3 anos), não amortiza o capital emprestado, ficando apenas a pagar os respectivos juros.
  • Valor Remanescente – nesta opção o cliente deixa para o fim do empréstimo o pagamento de uma parte do valor emprestado (10–30%). Esta última parte do empréstimo pode ser paga por exemplo por um aumento do valor das prestações nos últimos anos do contrato.
carencia   remanescente
Empréstimo a 25 anos com periodo de carência                   Empréstimo a 25 anos com valor resmanescente