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Comprar Casa em Portugal

Em Portugal, é como que tradição, pensar-se que o comprar de uma casa é o melhor investimento que se pode fazer, nomeadamente devido à valorização que esta irá sofrer. Esta forma de pensar cresceu em Portugal, sobretudo nos anos 80 e 90, quando a maioria das habitações eram de construção antiga e o país estava a sofrer um forte crescimento económico. Na altura, os imóveis eram muito mais baratos e o custo de vida era inferior. Hoje em dia o clima sócio-económico é bem diferente.

Construção

Em geral, a compra de uma casa, é sim, uma mais valia, contudo, é importante fazer-se uma análise o mais realista possível do negócio; não ser demasiado optimista em relação às potenciais contrapartidas que poderão advir desse investimento. Com o passar dos anos a casa que se pretende comprar pode valorizar-se OU desvalorizar-se. Esta segunda opção é rara, no entanto é preciso ter-se a noção de que tal situação também pode acontecer.


Muitos factores afectam o valor de uma habitação. Estes de uma forma muito genérica podem ser a agrupados em duas áreas:

  • O quão bom é morar numa certa habitação - isto engloba tanto a qualidade e o conforto que essa casa proporciona, bem como as comodidades e serviços existentes na área envolvente: a distância ao trabalho e às escolas, a segurança, a oferta cultural, etc.
  • A razão entre a oferta e a procura - isto é, a diferença entre o número de pessoas à procura de casa e o número de casas disponíveis. Durante a última década, Portugal tem sido o destino de muitos imigrantes vindos um pouco de todo o lado. A vinda destes imigrantes para Portugal, entre muito outros factores, tem implicado um aumento da população residente e consequentemente do número de pessoas à procura de casa/alojamento. Isto, tem permitido sustentar o mercado da construção à habitação. Por outro, lado nos países de leste, nomeadamente com a adesão à união europeia e consequentes facilidades na mobilidade, milhões de pessoas têm emigrado para os antigos países membros, criando um vazio no número de pessoas à procura de casa em relação às habitações disponíveis (nomeadamente em cidades não capitais, e que estão longe do investimento estrangeiro).

Outro elemento a desmistificar é o de que uma “casa é para a vida toda”. Ao contrário de um passado não muito distante, a casa, o emprego e até o casamento já não são para toda a vida. E mesmo que se consiga adquirir a casa com que sempre se sonhou, um dia mais tarde, nunca se sabe se os seus herdeiros ou pessoas próximas terão a mesma opinião sobre esta. Desta forma, é necessário fazer-se um prognóstico do quão fácil ou difícil será vender a casa em questão ao cabo de alguns anos ou décadas.

Uma casa pode não ser para toda a vida.
Analise a possibilidade de a poder revender um dia mais tarde.

Uma casa é o bem mais duradouro que se pode adquirir. Contudo ao comprar casa, há todo um conjunto de responsabilidades que vêm associadas. O custo de adquirir uma casa não é apenas a prestação que se vai ter de pagar todos os meses ao banco (caso se recorra ao crédito) mas também todo o conjunto de custos associados; nomeadamente os impostos municipais e os custos referentes à sua manutenção os quais vão desde a quota de condomínio, à renovação de tubagens das canalizações, sistemas eléctricos, pinturas, etc.